quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Nenhum de nós sabe o que existe e o que não existe. Vivemos de palavras. Vamos até à cova com palavras. Submetem-nos, subjugam-nos. Pesam toneladas, têm a espessura de montanhas. São as palavras que nos contêm, são as palavras que nos conduzem. Mas há momentos em que cada um redobra de proporções, há momentos em que a vida se me afigura iluminada por outra claridade. Há momentos em que cada um grita: - Eu não vivi! eu não vivi! eu não vivi! - Há momentos em que deparamos com outra figura maior, que nos mete medo.
A vida é só isto?

1 comentário:

  1. Raul Brandão, in "Húmus"

    Ouve apenas as palavras proferidas pelo teu coração e elas te iluminarão com uma claridade que não tem palavras para descrever!

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